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Mostrando postagens de julho, 2014

Setenta

O quarto nunca ficou pronto. Para o futuro ele foi planejado, não para o agora. Todos os dias ele observa os ponteiros do relógio demarcando a hora presente e nada mais. Na impossibilidade de enxergar o futuro, ele não encontra tempo para sua construção. A relatividade, para ele desconhecida, continua traçando regras enquanto, diariamente, a frase é repetida "o tempo não espera por ninguém", enquanto ele espera, afinal "tudo no tempo de Deus". No quintal, na ausência do fruto do seu plano, ele olha para cima e pergunta: "Meu Deus, quando será?" Se o relógio de pulso mostra em números a vida acontecendo e também não marca o futuro, onde estaria esse tempo não conjugado, tão desejado, nas mãos de quem, senão nas suas? Li em Clarice sobre o instante já, seria ele o movimento do ponteiro dos segundos demarcando o passado? O futuro define o presente, li de um futurista uma vez, e tal evento só acontece quando é criada uma estrada que comece nos nossos pés imedi...

Amigo,

se cansa-te, o dia casa-te contigo com o que há de mais verdadeiro, exausta-te e no teu ser encontrará o amor que mais puro há de haver em teu sangue, em tua mente. Se cansa-te, a ti mesmo doa-te um pouco pro outro, ainda não tão cansado e divide o peso pra que amanhã, quando tu não tão cansado estiveres, o outro doe-se um pouco (pra ti). 23/07/2014