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Setenta

O quarto nunca ficou pronto. Para o futuro ele foi planejado, não para o agora. Todos os dias ele observa os ponteiros do relógio demarcando a hora presente e nada mais. Na impossibilidade de enxergar o futuro, ele não encontra tempo para sua construção. A relatividade, para ele desconhecida, continua traçando regras enquanto, diariamente, a frase é repetida "o tempo não espera por ninguém", enquanto ele espera, afinal "tudo no tempo de Deus". No quintal, na ausência do fruto do seu plano, ele olha para cima e pergunta: "Meu Deus, quando será?" Se o relógio de pulso mostra em números a vida acontecendo e também não marca o futuro, onde estaria esse tempo não conjugado, tão desejado, nas mãos de quem, senão nas suas? Li em Clarice sobre o instante já, seria ele o movimento do ponteiro dos segundos demarcando o passado? O futuro define o presente, li de um futurista uma vez, e tal evento só acontece quando é criada uma estrada que comece nos nossos pés imedi...

Some friend with Tangerine hair

I was thinking about some love today Some sin, Divine Sin, maybe... Some memories with strawberry color; Some weather, like rain; Some time, like five, six years ago... Some person, like you. You'll be my Abêga For some colors For some reasons For some memories For Ever. 13/01/2016

My and now.

I had left my world, my words and I had gone to visit others, but they wanted me there for a long time, and I stayed for too much until start using their clothers, their shoes, their words... I forgot myself and now I need to find others words, buy new clothers, build my new world.

Divisão de papéis

(...) O incerto e o efêmero eu trato com outros sentidos, não menos importantes, não menos necessários, mas o coração precisa da entrega da alma, do amor como deve ser em sua totalidade. Assim, quando pra casa volto, ele continua dormindo até que por obra do destino um dia possa acordar... quando puder ser pleno, quando puder se entregar, quando quiser ser tudo e metade. "When i have little hands again , i'll be happy "

Faltou Café quente, pra nunca mais

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  "Se tu te vais às 4h, desde às 3h começo a ser feliz" Se por trás de cada palavra minha há uma frase é porque por trás de cada silêncio meu, houve uma lágrima. Se és culpado pelo meu silêncio? Não, mas és por não ter percebido meu sorriso dolorido, pelo tempo, machucado. És culpado pelas vezes que viu e se acomodou em berço esplêndido, embaixo da saia da tua progenitora, longe (de mim). Eu que tanto te ofereci. Eu que tanto me doei, como dói... Eu que tanto te quis, não quero mais. "Não digo que foi ruim, mas também não foi tão bom assim, não imagine que te quero mal, apenas não te quero mais" O que dói? O tempo. O café esfriou e em cafeteira sem sorte, eu aqueci, mas você deve saber, café requentado não presta... Amarga antes do tempo, até o açúcar se recusa e repousa no fundo da xícara, não quer mais ser mistura, não serve mais. Por trás do teu silencio, houve meu grito incubado. Por trás de teu esquecimento de uma semana, minha lem...

Tempo de conflito

Até onde vale a pena Até onde é em vão? Quando ceder a vontade Quando justifica o não? Quais palavras usar Se nem elas te convencem? Se elas discordam E entram em conflito Em paradoxo estado Apenas pensar no amanhã justifica Apenas o amanhã responde Mas se é hoje que se vive E o amanhã pode não existir Como basear a decisão Em incerto tempo Ainda não vivido Se o presente conhecido Quer  te seduzir? Usando mansas palavras Bem perto ao ouvido "E se esse depois não vier Enquanto eu estou aqui Sacrificará o que já tens Contrapondo o desejo com "mas", "porém" ?" E o que ainda te resta de sanidade Depois de jogo de sedução Usa tuas pernas contra a vontade E te faz acatar a decisão Até tua cama chegar Em solitária condição Te convencendo contra o desejo Que foi o melhor a fazer Sacrificando a vontade Ainda em paixão a arder Maldizendo o...

Sobre memória, spoiler e futuro

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E hoje meu dia se faz leve Deixo pra ontem o que se foi E pra amanhã o que não sei Sobre o tempo, a dúvida se faz E a cada incerteza do futuro O desejo do dia diferente Ainda não residente (na memória) Dê ao homem o poder de saber o futuro e logo se animará por antes de todos conhecer tudo que irá ocorrer mesmo que não possa mudar. Até que um dia perceberá que sua vida se tornou memória, como um livro já antes lido, uma história já antes contada, de conhecido, o futuro se tornará passado, ao passo que, em sua mente, já foi. Aí saberá que jamais, novamente, poderá degustar o sabor do desconhecido, a expectativa do inusitado e então  soterrado pelo tédio desejará o que não conhece, algo novo que não mais acontece, mas em vão será sua prece. O desejo antes valioso se tornará martírio; Pra se livrar desse mal, demorada oração; E frente ao medo de jamais se surpreender e de viver na mediocridade de saber que tudo que um dia viverá já está em sua memória, grita...

E se?

E de tanto me dizer, nunca quis ouvir Se tanto te julguei foi por não entender Eu nunca confessaria, veja bem "Você está certo" ah faça o favor! O que seria mais fácil acontecer? Cada fio meu de cabelo cair E mesmo assim eu diria que não Estava eu desencontrada de mim Sendo assim como poderia concordar? Tendo em vista escolhas descabidas Inventando prisões desmerecidas Versões erradas do meu ser Enquanto vivia a falta, a ausência... Renunciando sem pestanejar, ao tempo Como quem sucumbe a própria vontade E desconsidera a própria importância Raramente vive o que deseja Tendo em vista que mal sabe O que de fato precisa ? "Do braço a torcer a pensar em concordar contigo..." 17/07 22:51 h